quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Senhora Ministra

Para quem visite o nosso blog regularmente pode verificar que desde a quarta-feira passada, uma maltinha muito porreira, tem começado a escrever diariamente e de certa forma a “dar vida” a este blog em que as pessoas poderão ler os nossos artigos e quem sabe deixar o seu comentário.

Sendo eu um dos tais eleitos cabe-me todas as terças feiras escrever um pequeno artigo. Assim sendo, hoje vou falar sobre um assunto bem actual e que me deixou bastante preocupado enquanto estudante.

Estava eu hoje a caminho da praia ao início da tarde e é com grande espanto (ou talvez não) que ouço uma voz vinda do rádio a dizer o seguinte: “Portugal aparece abaixo das médias da OCDE nas estatísticas sobre Educação”. Essa voz continuou dizendo que Portugal ficava atrás dos 30 países que compõem a OCDE ao nível do investimento público em educação, que lideramos no acesso ao ensino superior e que mais de metade dos alunos que acabam o seu curso superior não arranjam emprego. Perguntei-me: mas como é possível ainda estarmos nesta situação se tem sido tanto o investimento em educação e como existem tantos génios pelo nosso território (os exames nacionais nos últimos anos têm sido prova dada disso) e depois não conseguem arranjar um simples emprego?

Estive um pouco de tempo a matutar sobre esta estatística e a tentar conseguir adivinhar a reacção da nossa querida ministra a este relatório que mais uma vez deixa uma má imagem do nosso Portugal. Como tal, mal cheguei a casa fui procurar as palavras da incrível ministra da educação relativamente a este relatório e para grande espanto meu que esta senhora não vê qualquer tipo de problema neste relatório desastroso, apresentando diversas (boas) razões que não se direccionam ao fundamental da questão.

Eu, enquanto cidadão português estou cansado de ter pessoas sem o mínimo de veracidade nos seus actos e palavras, de realismo, de objectividade e sobretudo de eficácia a governar este país. Eu quero a verdade. Eu quero resultados. Eu quero sempre o melhor. E esta é apenas uma das muitas provas vivas que este governo tem vindo a dar ao longo do seu último mandato que não é o melhor para governar este país. Não aceito que exista um governo que premeie a mediocridade, que oculte os factos ao povo e sobretudo que abuse do poder que tem para tomar decisões a seu belo prazer. Penso que dia 27 de Setembro e também dia 11 de Outubro os portugueses não vão deixar passar em branco mais actos como ocorreram hoje com a ministra e outros mais.

Vítor Hugo Oliveira

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

“À mulher de César, não basta sê-lo (séria), é preciso parecê-lo”

Muito se tem queixado o PS do possível impacto negativo que o caso “Manuela Moura Guedes (MMG)” poderá ter no respectivo resultado eleitoral, lançando à público uma teoria da conspiração\campanha negra, sustentada e difundida por inúmeros blogs de campanha e apoio do PS, argumentado, em síntese, que seria demasiado estúpido o PS “promover” o afastamento de MMG, um autêntico tiro no pé.

Tal situação não é inédita. Mais uma vez, tenta justificar-se e refutar-se as evidências, tentando provar que o aparente 1+1 não é igual a 2, tal como ocorreu no caso da “licenciatura” de José Sócrates e no caso do Freeport.

Posto isto, e independentemente da verdade que não me compete averiguar, vamos partir da premissa que, efectivamente, o PS e o Eng. Sócrates não tiveram qualquer comportamento ilegal ou condenável. Realizemos o exercício hipotético de que a divindade guardiã e conhecedora de todas as verdades deste mundo (qualquer que ela seja) desceria à terra para elucidar e iluminar os portugueses acerca da verdade sobre estes casos.
Meus amigos, garanto-vos que, até para um Deus, tal não seria tarefa fácil. Porque?

No caso da "licenciatura", quem acredita na inocência do Eng. Sócrates quando ele realizou exames ao domingo?
No caso Freeport, quem acredita na inocência do Eng. Sócrates quando este finalizou apressadamente o respectivo licenciamento nas vésperas de abandonar o Governo?
No caso da MMG, quem acredita na inocência de Sócrates quando este dirigiu infindáveis “críticas” públicas à MMG, tentando condicionar a sua acção e fomentando um clima de asfixia democrática potenciado pelos inúmeros processos judiciais interpostos contra os jornalistas que ousaram critica-lo?

Ora, o cidadão médio\normal, confrontado com este cenário, independentemente da verdade divina e das irrefutáveis provas sagradas, sempre dirá “aqui há esturro”.
Acima de tudo, independentemente da verdade, o erro de Sócrates e do PS está na ausência de uma postura séria e credível, acima de suspeitas.
No fundo, a ausência de uma postura de Estado (ou do que deveria ser...).

Ilídio Leite

domingo, 6 de setembro de 2009

Os Jovens e a Opinião

A minha geração tem-me preocupado. Nos últimos tempos tem-se discutido o facto de os jovens estarem alheados da vida pública e politica do nosso país. Isto é verdade, mas a mim o que mais me inquieta é a falta de opinião em relação a estes temas e o desinteresse total por parte de muitos jovens das questões sociais e politicas que marcam a agenda do dia-a-dia.

Ultimamente tenho frequentado algumas conferências em que se discutiu este problema. Estas últimas conversas permitiram-me chegar a algumas conclusões que quero partilhar. A primeira delas é que, na minha opinião, os primeiros culpados somos nós, jovens, que nos deixamos conformar; este conformismo levou-nos inevitavelmente ao desinteresse e à descrença completa naqueles que regem os destinos do país. Pior, conduziu a uma falta de opinião assustadora. Muitos de nós hoje em dia nao temos opinião acerca da crise financeira e económica internacional, acerca da governação actual ou até acerca de alguns casos mais mediáticos como o Freeport. E eu pergunto como isto é possivel...?

Em segundo lugar a culpa é também daqueles que nos governam uma vez que alguns deles nos dão todas as razões e mais algumas para que não acreditemos neles. Hoje em dia temos uma muito má imagem da nossa classe politica e achamos que nao podemos fazer nada para mudarmos a situação. Mas é exactamente aqui que estamos a errar! Nós podemos alterar o estado das coisas. Isto consegue-se tendo opinião, participando, votando e demonstrando interesse pela causa pública e pelo nosso país. Está nas nossas mãos mudarmos aquilo que não gostamos. Se nos conformarmos é impossivel fazermos a diferença.

Por último penso que parte da culpa reside também nalgumas organizações politicas que nos transmitem alguns maus exemplos. Algumas destas estruturas (e algumas delas de juventude) apenas têm vida de quatro em quatro anos, quando se aproximam as eleições, estas renascem apelando ao voto na sua cor com a esperança de convencer a sociedade. Mas como tenho dito a participação dos jovens não se limita e nao termina no voto. É muito mais que isso, é ter opinião, é ter ideias e desenvolver projectos que envolvam a juventude.

Portanto, penso que cada um de nós deve reflectir um pouco acerca deste problema que é nosso e que o temos que resolver se queremos ser ouvidos, tidos em conta e ter um papel activo na construcção de uma sociedade à nossa imagem. Não podemos estar conformados e sermos meros espectadores daquilo tudo que se passa à nossa volta. Termos uma classe politica mais credivel e limpa apenas depende de nós e da nossa força como juventude.

Eduardo Sousa

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

tendências #1

Gosto muito de política. E gosto muito de escrever. Infelizmente não sei escrever sobre política, lamento. Ainda assim viram aí uma vantagem para eu dissertar neste blog. Às sextas-feiras, até ao culminar deste ciclo eleitoral, este blog terá um texto meu. Por isto, Boa sorte !

(desafio qualquer um a ler este texto até ao fim)
Comecei com uma frase algo complexa. “Gosto muito de política”. Complexa porque qualquer um que escreva num blog desta natureza, seria de esperar que gostasse de política, primeira trivialidade. Complexa também porque a segunda trivialidade – o facto de ela significar o simples gosto-muito-de-política normal – não se verifica. Simples, estou a tentar dizer que a política tem um quê de um misto complexo e agridoce contraste Simples/Complicado, que tantas vezes deixa cheiinhos de razão interlocutores intelectuais especializados em matérias de interesse nacional e assuntos de Estado que não percebemos bem quais são em nome de umas “verdadezinhas” pobres que servem para suportar teorias fascinantes sem dúvida, catedráticas, supra-sumos equiparados às maiores técnicas do curso de Filosofia, talvez algumas cadeiras de Oratória, sei lá… (frase comprida, pode respirar agora.)

Acredito que por esta altura o leitor já tenha percebido a minha intenção. Sim, estava a por em prática o que para muitos é “política”. Passo a explicar porquê: Dou-me conta, mais que as vezes que gostaria, que a política apregoada por aí é bastante mais que Política, é um jogo psicológico de manipulação de opinião, embrulhando cada pessoa num grande – e agora linguagem técnica – imbróglio de palavras complicadas para justificar tomadas de posição que servem para enganar os mais distraídos (como a palavra “imbróglio”, que quer dizer exactamente o mesmo que embrulhar. Está a ver do que tenho estado a dizer?). Política à séria é pela Pessoa, pelo interesse, pela comunidade. Politica de VERDADE não é simplesmente “dizer a verdade”, é SER VERDADE, é VIVER VERDADE e ser coerente consigo próprio e para com o lugar a que se indica, é CRIAR VERDADE na sociedade pela qual se propõe contribuir validamente.

E isto não é letra, é compromisso. Somos Jovens, e viemos para incomodar quem só “diz verdades”: porque reivindicamos mais para todos. A começar por nós!

Numa coisa o Sócrates tinha razão: “O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter”. Mas também, o senhor já morreu há muitos anos!

A todos, parabéns, até para a semana!
David Rocha

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Caros bloguers
Compete-me a mim iniciar um ciclo de opiniões da JSD, naquela que será (espero eu) uma iniciativa que procura esclarer melhor os jovens sanjoanenses durante a campanha eleitoral.
Todos os dias e até ao proximo dia 11 de Outubro, elementos da JSD de S. João da Madeira irão comentar e apresentar as suas ideias sobre a politica local e nacional.
Como tema de abertura escolhi escrever sobre as proximas eleições legislativas.
No próximo dia 27 de Setembro os portugueses têm a oportunidade de votar em duas pessoas totalmente diferentes na forma de pensar e na forma de estar na politica.
O nosso 1º Ministro José Sócrates como já todos sabemos é um 1º Ministro que valoriza muito a imagem , que gosta de ter a comunicação social centrada nele e que acima de tudo gosta que todos os portugueses elogiem as politicas do seu governo.
Do outro lado temos a Dra. Manuela Ferreira Leite que é uma pessoa muito mais simples e claramente muito mais pragmática.
Estamos portanto a decidir qual será o nosso líder para os próximos quatro anos. Será esse mesmo lider que (espero eu) tirará Portugal da situação de crise profunda em que se encontra.
É por este motivo que o meu voto vai direitinho para a Dra. Manuela Ferreira Leite. Portugal não precisa de um 1º Ministro que tenha estratégias muito elaboradas para tirar Portugal da crise.
Para sair da crise Portugal precisa acima de tudo de pragmatismo nas medidas que o próximo governo vai aplicar. Olhando para o programa dos dois Partidos a escolha nao será dificil de fazer. O PS acha que pode fazer tudo e agradar a todos. O PSD por outro lado definiu muito bem as prioridades e as medidas a implantar nas áreas prioritárias.
O PSD sabe que não pode fazer tudo em 4 anos e que não vai de certeza resolver os problemas todos do Pais. Quem pensar o contrário não conhece a realidade de Portugal. É por isso que primeiro é preciso tirar a "fotografia" de Portugal e depois actuar em áreas estruturantes.
Não vou falar das medidas de cada um dos partidos. Julgo que a melhor forma de perceberem as diferenças é mesmo consultarem os programas:

PSD - http://www.politicadeverdade.com/archive/doc/Compromisso_de_Verdade_-_Programa_Eleitoral_do_PSD_-_Legislativas_2009_0.pdf

PS - http://www.ps.pt/media/Programa_de_Governo_do_PS.pdf (Aconselho vivamente às pessoas que tiverem insonias a lerem este programa...)

Cumprimentos


Pedro Neto

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Iniciativa Portugal Unido!

Visita, divulga e dá-nos a tua opinião acerca deste tema!