
Apenas deixar este pequeno (Grande...) apontamento que S. João da Madeira e este executivo estão no bom caminho com a aposta da criação de um pólo de indústrias criativas nas antigas instalações da Oliva...
Estes últimos dias têm servido para algumas forças políticas lançarem ao público todo género e tipo de inverdades, numa política desesperada de vale tudo que ultrapassou todos os limites da decência democrática.
A maior delas todas é acerca dos tarifários da Água em SJM.
Meus amigos, acerca de tais afirmações, vou ser curto e grosso: É MENTIRA!
Ao contrário do que muitos tentam fazer crer, a criteriosa comparação dos tarifários da água, que não pode deixar de incluir todas as taxas aplicáveis, revela que as tarifas estão dentro da média do que é cobrado na nossa região.
MAIS,
a comparação com os tarifários dos demais municípios da região, revela que, nos escalões mais baixos de consumo SJM tem dos tarifários de água MAIS BARATOS DA REGIÃO.
MAIS,
os jovens, através do cartão-jovem municipal, podem usufruir de desconto na água que pode chegar até aos 30%, benefício que penso ser único no país!
(continua…)
Em 2007, com grande espalhafato, o PS anunciou a criação do Programa Porta 65, substituindo o anterior programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), prometendo, em síntese, com esse pomposo projecto, corrigir as deficiências do IAJ, criando um verdadeiro incentivo à independência dos jovens, segundo as palavras do deputado socialista Pedro Nuno Santos, entusiasta do projecto.
No entanto, o que a realidade veio demonstrar é que o Porta 65 foi uma tragédia enquanto programa de apoio ao arrendamento e que, verdadeiramente, o governo apenas pretendia diminuir a dotação orçamental dos apoios ao arrendamento jovem, tendo este sido um mero artificio para dificultar o acesso dos jovens ao mercado de arrendamento, tal como demonstram os números e a realidade, pois tanto o número de beneficiários diminuiu, como o período e o valor das subvenções.
Ora, não deixa de ser curioso que o reconhecimento do fracasso do porta 65 não é feito apenas pelos partidos da oposição ou pelos jovens que encontram acrescidas dificuldades para iniciar uma vida independente, também é feito pelo próprio Pedro Nuno Santos, agora candidato socialista à CM de São João da Madeira, quando, no respectivo manifesto eleitoral, exige que a CM de SJM crie um programa que complemente o Porta 65, visando remediar localmente um problema que o próprio criou a nível nacional enquanto deputado.
Consciência pesada Dr. Pedro Nuno Santos?
A minha geração tem-me preocupado. Nos últimos tempos tem-se discutido o facto de os jovens estarem alheados da vida pública e politica do nosso país. Isto é verdade, mas a mim o que mais me inquieta é a falta de opinião em relação a estes temas e o desinteresse total por parte de muitos jovens das questões sociais e politicas que marcam a agenda do dia-a-dia.
Ultimamente tenho frequentado algumas conferências em que se discutiu este problema. Estas últimas conversas permitiram-me chegar a algumas conclusões que quero partilhar. A primeira delas é que, na minha opinião, os primeiros culpados somos nós, jovens, que nos deixamos conformar; este conformismo levou-nos inevitavelmente ao desinteresse e à descrença completa naqueles que regem os destinos do país. Pior, conduziu a uma falta de opinião assustadora. Muitos de nós hoje em dia nao temos opinião acerca da crise financeira e económica internacional, acerca da governação actual ou até acerca de alguns casos mais mediáticos como o Freeport. E eu pergunto como isto é possivel...?
Em segundo lugar a culpa é também daqueles que nos governam uma vez que alguns deles nos dão todas as razões e mais algumas para que não acreditemos neles. Hoje em dia temos uma muito má imagem da nossa classe politica e achamos que nao podemos fazer nada para mudarmos a situação. Mas é exactamente aqui que estamos a errar! Nós podemos alterar o estado das coisas. Isto consegue-se tendo opinião, participando, votando e demonstrando interesse pela causa pública e pelo nosso país. Está nas nossas mãos mudarmos aquilo que não gostamos. Se nos conformarmos é impossivel fazermos a diferença.
Por último penso que parte da culpa reside também nalgumas organizações politicas que nos transmitem alguns maus exemplos. Algumas destas estruturas (e algumas delas de juventude) apenas têm vida de quatro em quatro anos, quando se aproximam as eleições, estas renascem apelando ao voto na sua cor com a esperança de convencer a sociedade. Mas como tenho dito a participação dos jovens não se limita e nao termina no voto. É muito mais que isso, é ter opinião, é ter ideias e desenvolver projectos que envolvam a juventude.
Portanto, penso que cada um de nós deve reflectir um pouco acerca deste problema que é nosso e que o temos que resolver se queremos ser ouvidos, tidos em conta e ter um papel activo na construcção de uma sociedade à nossa imagem. Não podemos estar conformados e sermos meros espectadores daquilo tudo que se passa à nossa volta. Termos uma classe politica mais credivel e limpa apenas depende de nós e da nossa força como juventude.
Eduardo Sousa
